
Choice Made Simple!
Too many options?Click below to purchase an online gift card that can be used at participating retailers in Village Green Shopping Centre and continue your shopping IN CENTRE!Purchase HereHome
Sussurros que nunca enviei: Histórias de Amor, Distância e Desapego
Coles
Loading Inventory...
Sussurros que nunca enviei: Histórias de Amor, Distância e Desapego in Vernon, BC
By None
Current price: $6.99

Coles
Sussurros que nunca enviei: Histórias de Amor, Distância e Desapego in Vernon, BC
By None
Current price: $6.99
Loading Inventory...
Size: Kobo eBook
*Product information may vary - to confirm product availability, pricing, shipping and return information please contact Coles
Nunca fui bom em despedidas. Talvez por isso eu sempre tenha escrito demais. Desde 2018, vivo entre portos, culturas e encontros rápidos — trabalhando a bordo, colecionando histórias que não cabem em malas, mas cabem em palavras. Eu aprendi a conduzir shows, atividades e sorrisos para centenas de pessoas, mas as frases mais importantes da minha vida nunca chegaram a ninguém. Ficaram nos rascunhos. Cartas que eu dobrei, mas nunca selei. Mensagens que eu digitei, mas nunca enviei. Confissões que eu fiz só no silêncio do meu próprio peito. Porque dizer em voz alta sempre pareceu definitivo demais. E eu nunca quis que fosse definitivo. O mar, com sua paciência infinita, me ensinou que tudo é passagem. Pessoas vêm intensas como ondas que quebram rápido demais. Algumas nos atravessam, outras nos devolvem a respiração. Mas todas partem deixando ecos — ecos que não pedem resposta, pedem entendimento. Então eu escrevia. Eu escrevia para não implorar presença. Eu escrevia para não me perder na saudade. Eu escrevia porque era o único lugar onde eu podia admitir que sentia falta sem parecer pequeno. Este livro nasce dessa voz: jovem, real, humana, falha às vezes, profunda outras, sincera sempre. Não é um livro sobre palavras não ditas por covardia. É sobre palavras não enviadas porque, no fundo, eu precisava que elas fizessem o caminho contrário: não até alguém… mas até mim. Se estas páginas falam de amores que partiram, também falam do que ficou quando o navio seguiu. Do que eu me tornei quando a mensagem permaneceu comigo. Porque eu não estava escrevendo para impedir ninguém de ir — eu estava escrevendo para impedir a mim mesmo de partir de mim. E eu não parti. Hoje, quando releio os sussurros que nunca enviei, eu não sinto vergonha. Eu sinto identidade. Porque, no fim, descobri: Nem tudo que dói é perda. Às vezes é só a transformação chegando em silêncio. E se o mar me ensinou a partir… a escrita me ensinou a ficar. Em mim. No processo. Na travessia.
Nunca fui bom em despedidas. Talvez por isso eu sempre tenha escrito demais. Desde 2018, vivo entre portos, culturas e encontros rápidos — trabalhando a bordo, colecionando histórias que não cabem em malas, mas cabem em palavras. Eu aprendi a conduzir shows, atividades e sorrisos para centenas de pessoas, mas as frases mais importantes da minha vida nunca chegaram a ninguém. Ficaram nos rascunhos. Cartas que eu dobrei, mas nunca selei. Mensagens que eu digitei, mas nunca enviei. Confissões que eu fiz só no silêncio do meu próprio peito. Porque dizer em voz alta sempre pareceu definitivo demais. E eu nunca quis que fosse definitivo. O mar, com sua paciência infinita, me ensinou que tudo é passagem. Pessoas vêm intensas como ondas que quebram rápido demais. Algumas nos atravessam, outras nos devolvem a respiração. Mas todas partem deixando ecos — ecos que não pedem resposta, pedem entendimento. Então eu escrevia. Eu escrevia para não implorar presença. Eu escrevia para não me perder na saudade. Eu escrevia porque era o único lugar onde eu podia admitir que sentia falta sem parecer pequeno. Este livro nasce dessa voz: jovem, real, humana, falha às vezes, profunda outras, sincera sempre. Não é um livro sobre palavras não ditas por covardia. É sobre palavras não enviadas porque, no fundo, eu precisava que elas fizessem o caminho contrário: não até alguém… mas até mim. Se estas páginas falam de amores que partiram, também falam do que ficou quando o navio seguiu. Do que eu me tornei quando a mensagem permaneceu comigo. Porque eu não estava escrevendo para impedir ninguém de ir — eu estava escrevendo para impedir a mim mesmo de partir de mim. E eu não parti. Hoje, quando releio os sussurros que nunca enviei, eu não sinto vergonha. Eu sinto identidade. Porque, no fim, descobri: Nem tudo que dói é perda. Às vezes é só a transformação chegando em silêncio. E se o mar me ensinou a partir… a escrita me ensinou a ficar. Em mim. No processo. Na travessia.


















