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Coles Entre a Aldeia e Alagoas: Diálogos acerca das obras de Graciliano Ramos e de Liev Tolstói at Village Green Shopping Centre in Vernon, BC
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Às vésperas de sua morte, em conversa com seu filho Ricardo, Graciliano Ramos responde "[...] a uma pergunta sobre qual dos dois preferia, Tolstói ou Dostoiévski (o repórter sem dúvida imaginava que fosse o segundo), respondeu: 'Tolstói. Mas Tolstói eu não considero apenas o maior dos russos: é o maior da humanidade'" (RAMOS, 1992, p. 115). Além da relação de admiração estabelecida entre o escritor russo e seu ilustre admirador, os artifícios ficcionais com os quais Liev Tolstói e Graciliano Ramos elaboram as agruras sofridas pelo retirante, mujique ou trabalhador, explicitam uma semelhança entre as obras de ambos os escritores. Com base em tais similaridades, este ensaio buscou investigar o diálogo acerca das semelhanças e das diferenças entre as obras desses dois autores fundamentadas nas visões de arte, de literatura, de poder, de opressão, das constantes temáticas e dos artifícios literários comuns a suas obras ficcionais e críticas. Este livro visou discutir, ainda, as relações de semelhança e diferença entre o pensamento e as concepções acerca da arte e da literatura de Liev Tolstói e Graciliano Ramos, levando em consideração as relações entre verdade, honestidade, ficção literária, mímesis e representação. Ademais, este trabalho se propôs a estudar o tratamento ficcional de aspectos regionais e humanos que tendem a universalizar as obras de ambos os escritores.
Às vésperas de sua morte, em conversa com seu filho Ricardo, Graciliano Ramos responde "[...] a uma pergunta sobre qual dos dois preferia, Tolstói ou Dostoiévski (o repórter sem dúvida imaginava que fosse o segundo), respondeu: 'Tolstói. Mas Tolstói eu não considero apenas o maior dos russos: é o maior da humanidade'" (RAMOS, 1992, p. 115). Além da relação de admiração estabelecida entre o escritor russo e seu ilustre admirador, os artifícios ficcionais com os quais Liev Tolstói e Graciliano Ramos elaboram as agruras sofridas pelo retirante, mujique ou trabalhador, explicitam uma semelhança entre as obras de ambos os escritores. Com base em tais similaridades, este ensaio buscou investigar o diálogo acerca das semelhanças e das diferenças entre as obras desses dois autores fundamentadas nas visões de arte, de literatura, de poder, de opressão, das constantes temáticas e dos artifícios literários comuns a suas obras ficcionais e críticas. Este livro visou discutir, ainda, as relações de semelhança e diferença entre o pensamento e as concepções acerca da arte e da literatura de Liev Tolstói e Graciliano Ramos, levando em consideração as relações entre verdade, honestidade, ficção literária, mímesis e representação. Ademais, este trabalho se propôs a estudar o tratamento ficcional de aspectos regionais e humanos que tendem a universalizar as obras de ambos os escritores.
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