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Dois dedos e Um pobre-diabo: Dois contos de Graciliano Ramos: Literatura
Coles
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Dois dedos e Um pobre-diabo: Dois contos de Graciliano Ramos: Literatura in Vernon, BC
By None
Current price: $2.99

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Este volume reúne dois contos de Graciliano Ramos. Os contos revelam, com economia de linguagem e olhar crítico, como o poder político se afasta de quem mais depende dele. Em Dois dedos, doutor Silveira é um médico da década de 1940 que atende pessoas muito pobres e vive com dificuldades financeiras. Depois de vinte anos sem contato, ele decide procurar o governador, seu antigo colega de escola, em busca de um cargo melhor remunerado. O reencontro, no entanto, é marcado pela frieza. O governador, agora um homem de olhos empapuçados e com um dedo amputado, não reconhece o velho amigo. Enxerga apenas mais um rosto apagado entre tantos, um suburbano de terno amarrotado e camisa entufada, como tantos outros que chegam pedindo favores e saem sem resposta. A mesma relação desigual entre o homem comum e o poder político reaparece em Um pobre-diabo. Nele, um cidadão humilde procura um deputado governista, acreditando que pode obter dele algum auxílio. No entanto, o encontro é marcado por confusão, desprezo e uma comunicação atravessada por ruídos, onde o poder não ouve, não entende e, por fim, não responde.
Este volume reúne dois contos de Graciliano Ramos. Os contos revelam, com economia de linguagem e olhar crítico, como o poder político se afasta de quem mais depende dele. Em Dois dedos, doutor Silveira é um médico da década de 1940 que atende pessoas muito pobres e vive com dificuldades financeiras. Depois de vinte anos sem contato, ele decide procurar o governador, seu antigo colega de escola, em busca de um cargo melhor remunerado. O reencontro, no entanto, é marcado pela frieza. O governador, agora um homem de olhos empapuçados e com um dedo amputado, não reconhece o velho amigo. Enxerga apenas mais um rosto apagado entre tantos, um suburbano de terno amarrotado e camisa entufada, como tantos outros que chegam pedindo favores e saem sem resposta. A mesma relação desigual entre o homem comum e o poder político reaparece em Um pobre-diabo. Nele, um cidadão humilde procura um deputado governista, acreditando que pode obter dele algum auxílio. No entanto, o encontro é marcado por confusão, desprezo e uma comunicação atravessada por ruídos, onde o poder não ouve, não entende e, por fim, não responde.


















