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Antroponímia primitiva da Madeira e Repertório onomástico histórico da Madeira: (Séculos XV e XVI)

Antroponímia primitiva da Madeira e Repertório onomástico histórico da Madeira: (Séculos XV e XVI) in Vernon, BC

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O arquipélago da Madeira, desabitado no momento do seu descobrimento em 1418, foi povoado e colonizado a partir de Portugal Continental. Dada a grande importância estratégica e económica (açúcar) das ilhas, participaram neste povoamento comerciantes europeus de Itália, França, Espanha, Inglaterra e Alemanha assim como escravos trazidos das Canárias e de Africa. Conserva-se uma importante documentação histórica (demográfica e administrativa) cujo conhecimento nos permite a interpretação de factos socio-históricos e antroponímicos. A presente publicação prossegue dois fins: pôr à disposição do investigador da história ou da antroponímia madeirense (e portuguesa) um instrumento de trabalho básico assim como uma introdução geral à antroponímia madeirense (e portuguesa) dos séculos XV e XVI. A partir da informatização da documentação histórica correspondente elaborou-se um repertório geral de todas as pessoas e elementos nominativos que permite a sua fácil localização documentária. Estatísticas sistemáticas de todas as fontes facilitam estudos antroponímicos e podem servir de base comparativa com eventuais outros inventários deste tipo. São tratados individualmente os nomes em primeira, segunda e terceira posição da ›cadeia onomástica‹, sempre por ordem alfabética e por frequência. No seu estudo sobre a »Antroponímia primitiva da Madeira«, Naidea Nunes resume a situação antroponímica do arquipélago a qual corresponde nas suas grandes linhas à de Portugal em geral, a individualização se nota através de certos apelidos, muitas vezes de origem estrangeira, característicos da Madeira. Além desta contribuição europeia, é de grande interesse uma eventual diferenciação entre camadas sociais assim como a successão de modas antroponímicas a partir de um stock antroponímico à primeira vista relativamente pobre ou melhor repetitivo. A antroponímia primitiva da Madeira reflecte assim um nova sociedade em estado de constituição, ao mesmo tempo reflecte as tendências gerais da antroponímia portuguesa da época dos Descobrimentos. Esta publicação contribui assim duplamente para um futuro dicionário histórico (ou uma história) da antroponímia portuguesa.
O arquipélago da Madeira, desabitado no momento do seu descobrimento em 1418, foi povoado e colonizado a partir de Portugal Continental. Dada a grande importância estratégica e económica (açúcar) das ilhas, participaram neste povoamento comerciantes europeus de Itália, França, Espanha, Inglaterra e Alemanha assim como escravos trazidos das Canárias e de Africa. Conserva-se uma importante documentação histórica (demográfica e administrativa) cujo conhecimento nos permite a interpretação de factos socio-históricos e antroponímicos. A presente publicação prossegue dois fins: pôr à disposição do investigador da história ou da antroponímia madeirense (e portuguesa) um instrumento de trabalho básico assim como uma introdução geral à antroponímia madeirense (e portuguesa) dos séculos XV e XVI. A partir da informatização da documentação histórica correspondente elaborou-se um repertório geral de todas as pessoas e elementos nominativos que permite a sua fácil localização documentária. Estatísticas sistemáticas de todas as fontes facilitam estudos antroponímicos e podem servir de base comparativa com eventuais outros inventários deste tipo. São tratados individualmente os nomes em primeira, segunda e terceira posição da ›cadeia onomástica‹, sempre por ordem alfabética e por frequência. No seu estudo sobre a »Antroponímia primitiva da Madeira«, Naidea Nunes resume a situação antroponímica do arquipélago a qual corresponde nas suas grandes linhas à de Portugal em geral, a individualização se nota através de certos apelidos, muitas vezes de origem estrangeira, característicos da Madeira. Além desta contribuição europeia, é de grande interesse uma eventual diferenciação entre camadas sociais assim como a successão de modas antroponímicas a partir de um stock antroponímico à primeira vista relativamente pobre ou melhor repetitivo. A antroponímia primitiva da Madeira reflecte assim um nova sociedade em estado de constituição, ao mesmo tempo reflecte as tendências gerais da antroponímia portuguesa da época dos Descobrimentos. Esta publicação contribui assim duplamente para um futuro dicionário histórico (ou uma história) da antroponímia portuguesa.

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