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Análise: Notas do divã
Coles
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Análise: Notas do divã in Vernon, BC
By None
Current price: $17.99

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O que há na psicanálise? Uma hipótese de reconstruirmos a nossa própria história. Eis o fio que conduz Vera Iaconelli, escritora e psicanalista, num ensaio pessoal que entrelaça a narrativa familiar e o seu próprio processo psicanalítico.
«A lembrança dos seis filhos é uma das mais preciosas memórias da minha vida, congelada numa cena em que estamos todos de banho tomado e de pijama, amontoados no sofá da sala, brincando de fazer sombras à luz de velas. […] Tudo é perfeito nessa lembrança, tudo é contagioso e melancólico. As interpretações que fiz dela equivalem a décadas de choro e ranger de dentes sobre o divã.»
Numa inusitada troca de lugares, passando a ser escutada em vez de ela mesma escutar, Vera Iaconelli reconstrói neste livro a sua história privada: o pai violento, a mãe submissa, a morte dos irmãos, os casamentos e divórcios, as filhas, o lugar do desejo e da escrita, a edificação de uma casa e do futuro. Para esta história — afinal mais coletiva do que íntima —, a autora convoca as lições que melhor estudou, as de Freud e Lacan, como que deliberadamente provando do próprio veneno para poder, no final, calibrar a narrativa possível de si mesma.
Atravessando a memória e sua reconstrução, as dúvidas que deixamos sem resposta, as inquietações que nos tornam no que somos, Análise — Notas do divã escrutina os mecanismos do desejo, da culpa e da procura da felicidade, iluminando os grandes enigmas do humano.
Os elogios da crítica:
«Uma reflexão sobre confrontar-se com a herança dos pais, implicar-se na própria história e sustentar o próprio desejo diante do mundo, tendo a psicanálise como ferramenta. […] Vera Iaconelli convoca o leitor a refletir sobre o que se faz com a herança que se recebe.»
Folha de S.Paulo
«Entre o ensaio, o tratado de psicanálise e o romance, Iaconelli desenreda suas histórias, assim no plural. Uma casa em reforma; a internação de sua mãe, de nome idêntico ao seu; […] os casamentos, as filhas, o divórcio, a própria infância. E a análise. […] Ao narrar os fatos da própria vida, reafirma a psicanálise como lugar em que a história se conta e cujo contar tem o potencial de transformar a história. […] Esse gesto, o de, sem se compadecer, tornar-se o outro sobre quem se pode escrever, é a maneira mais profícua — talvez a única — de transformar em literatura a matéria da própria vida.»
Quatro cinco um
«Numa prosa de caráter literário e íntimo, Vera Iaconelli evoca a história de sua família, a morte de dois irmãos, sua relação com os pais, namorados ou maridos, suas filhas, seus analistas. Assim, atrela memória, história social e psicanálise.»
O Globo
«O questionamento desde a primeira página faz-se de certeza e revisão. 'Comecei minha primeira análise porque meu irmão havia morrido, meu pai era alcoólatra, minha mãe era submissa a ele e havíamos sido despejados. Não.' Frases seguintes: 'Porque eu tinha uma profunda identificação com essa mãe... [...] Não.' Este 'não' vigoroso, com ponto final, é mais ponto e vírgula, reticências. Corresponde a uma abertura, uma brecha para a reconfiguração, pelo menos, para a recompreensão de si mesmo. […] Vera escreve uma biografia possível e transmissível de quem é, faz um enquadramento teórico, estende ao leitor um espelho.»
Anabela Mota Ribeiro
O que há na psicanálise? Uma hipótese de reconstruirmos a nossa própria história. Eis o fio que conduz Vera Iaconelli, escritora e psicanalista, num ensaio pessoal que entrelaça a narrativa familiar e o seu próprio processo psicanalítico.
«A lembrança dos seis filhos é uma das mais preciosas memórias da minha vida, congelada numa cena em que estamos todos de banho tomado e de pijama, amontoados no sofá da sala, brincando de fazer sombras à luz de velas. […] Tudo é perfeito nessa lembrança, tudo é contagioso e melancólico. As interpretações que fiz dela equivalem a décadas de choro e ranger de dentes sobre o divã.»
Numa inusitada troca de lugares, passando a ser escutada em vez de ela mesma escutar, Vera Iaconelli reconstrói neste livro a sua história privada: o pai violento, a mãe submissa, a morte dos irmãos, os casamentos e divórcios, as filhas, o lugar do desejo e da escrita, a edificação de uma casa e do futuro. Para esta história — afinal mais coletiva do que íntima —, a autora convoca as lições que melhor estudou, as de Freud e Lacan, como que deliberadamente provando do próprio veneno para poder, no final, calibrar a narrativa possível de si mesma.
Atravessando a memória e sua reconstrução, as dúvidas que deixamos sem resposta, as inquietações que nos tornam no que somos, Análise — Notas do divã escrutina os mecanismos do desejo, da culpa e da procura da felicidade, iluminando os grandes enigmas do humano.
Os elogios da crítica:
«Uma reflexão sobre confrontar-se com a herança dos pais, implicar-se na própria história e sustentar o próprio desejo diante do mundo, tendo a psicanálise como ferramenta. […] Vera Iaconelli convoca o leitor a refletir sobre o que se faz com a herança que se recebe.»
Folha de S.Paulo
«Entre o ensaio, o tratado de psicanálise e o romance, Iaconelli desenreda suas histórias, assim no plural. Uma casa em reforma; a internação de sua mãe, de nome idêntico ao seu; […] os casamentos, as filhas, o divórcio, a própria infância. E a análise. […] Ao narrar os fatos da própria vida, reafirma a psicanálise como lugar em que a história se conta e cujo contar tem o potencial de transformar a história. […] Esse gesto, o de, sem se compadecer, tornar-se o outro sobre quem se pode escrever, é a maneira mais profícua — talvez a única — de transformar em literatura a matéria da própria vida.»
Quatro cinco um
«Numa prosa de caráter literário e íntimo, Vera Iaconelli evoca a história de sua família, a morte de dois irmãos, sua relação com os pais, namorados ou maridos, suas filhas, seus analistas. Assim, atrela memória, história social e psicanálise.»
O Globo
«O questionamento desde a primeira página faz-se de certeza e revisão. 'Comecei minha primeira análise porque meu irmão havia morrido, meu pai era alcoólatra, minha mãe era submissa a ele e havíamos sido despejados. Não.' Frases seguintes: 'Porque eu tinha uma profunda identificação com essa mãe... [...] Não.' Este 'não' vigoroso, com ponto final, é mais ponto e vírgula, reticências. Corresponde a uma abertura, uma brecha para a reconfiguração, pelo menos, para a recompreensão de si mesmo. […] Vera escreve uma biografia possível e transmissível de quem é, faz um enquadramento teórico, estende ao leitor um espelho.»
Anabela Mota Ribeiro


















