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Coles Amor de Pombagira: ensaio sobre malandragem afetiva at Village Green Shopping Centre in Vernon, BC
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Em todo o percurso deste livro, é o amor de Pombagira e as malandragens afetivas que estão em questão. Trata-se de experiências que não são reguladas por receitas de bolo, nem por fórmulas mágicas. São experiências criadoras e criativas. Na verdade, como fica claro na primeira parte, o livro não é sobre o substantivo "amor", mas sobre o verbo "amar". E amar se conjuga no plural: amares. São os amares pombagíricos e as malandragens afetivas que falam ao longo destas páginas. Amar pombagiricamente exige malandragem, ou seja, exige astúcia de se relacionar com os/as outros/as sem promover sujeição e sem ser sujeitado/a. Amar como potência de liberdade só é possível se o verbo amar for exercido sob formas qualitativamente afirmativas. Isso porque há amares e amares. Há amares que exercem opressões as mais diversas e, em contexto histórico-cultural que naturaliza relações opressoras, eles se tornam hegemônicos. Como amar de forma livre e afirmativa quando o/a outro/a é fonte de perigo? As relações abusivas e tóxicas estão repletas dessa experiência de violência do verbo "amar". Amares pombagíricos possuem a malandragem, a sagacidade de amar afirmativamente em contexto de perigo e opressão. (Fragmento do livro)
Em todo o percurso deste livro, é o amor de Pombagira e as malandragens afetivas que estão em questão. Trata-se de experiências que não são reguladas por receitas de bolo, nem por fórmulas mágicas. São experiências criadoras e criativas. Na verdade, como fica claro na primeira parte, o livro não é sobre o substantivo "amor", mas sobre o verbo "amar". E amar se conjuga no plural: amares. São os amares pombagíricos e as malandragens afetivas que falam ao longo destas páginas. Amar pombagiricamente exige malandragem, ou seja, exige astúcia de se relacionar com os/as outros/as sem promover sujeição e sem ser sujeitado/a. Amar como potência de liberdade só é possível se o verbo amar for exercido sob formas qualitativamente afirmativas. Isso porque há amares e amares. Há amares que exercem opressões as mais diversas e, em contexto histórico-cultural que naturaliza relações opressoras, eles se tornam hegemônicos. Como amar de forma livre e afirmativa quando o/a outro/a é fonte de perigo? As relações abusivas e tóxicas estão repletas dessa experiência de violência do verbo "amar". Amares pombagíricos possuem a malandragem, a sagacidade de amar afirmativamente em contexto de perigo e opressão. (Fragmento do livro)
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