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Amacro: a reorganização do capital no campo na Amazônia
Coles
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Amacro: a reorganização do capital no campo na Amazônia in Vernon, BC
By None
Current price: $19.99

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Verifica-se por toda a Amazônia, mas em especial na Amazônia sul-ocidental, uma "corrida por terra e territórios" que, por sua vez, impõe novas dinâmicas na reorganização do capital no campo nesta região. A percepção destas novas dinâmicas territoriais implica a constatação de planejada forma de incorporação monopolista do espaço geográfico em nome da acumulação, sobretudo primário-agroexportadora. Redesenha-se a relação com florestas e rios vinculada à desterritorialização de Povos e Comunidades Tradicionais, remodela-se mecanismos de infraestrutura e logística, "ajustando" as cidades e os processos urbanos a este modelo, em perspectiva funcional e instrumental. Os efeitos imediatos deste processo: riscos climáticos extremos, esgotamento dos recursos naturais, desigualdade e miséria, são tratados como "custos inerentes". Nada, no entanto, que não venha a ser superado pela simulada retórica da sustentabilidade e seus acessórios verbais: integração, bioeconomia, cidades intermediárias, segurança jurídica, etc. A Amacro é o mais recente experimento, dinamizado na regionalização deste modelo, integralmente no Bioma Amazônia. A ideia principal desta pesquisa, transformada em texto e debate, portanto, é reunir os indícios que permitem visibilizar a intensidade desse processo de "desamazonização" da Amazônia, na forma como o capital vai investindo sobre os seus territórios.
Verifica-se por toda a Amazônia, mas em especial na Amazônia sul-ocidental, uma "corrida por terra e territórios" que, por sua vez, impõe novas dinâmicas na reorganização do capital no campo nesta região. A percepção destas novas dinâmicas territoriais implica a constatação de planejada forma de incorporação monopolista do espaço geográfico em nome da acumulação, sobretudo primário-agroexportadora. Redesenha-se a relação com florestas e rios vinculada à desterritorialização de Povos e Comunidades Tradicionais, remodela-se mecanismos de infraestrutura e logística, "ajustando" as cidades e os processos urbanos a este modelo, em perspectiva funcional e instrumental. Os efeitos imediatos deste processo: riscos climáticos extremos, esgotamento dos recursos naturais, desigualdade e miséria, são tratados como "custos inerentes". Nada, no entanto, que não venha a ser superado pela simulada retórica da sustentabilidade e seus acessórios verbais: integração, bioeconomia, cidades intermediárias, segurança jurídica, etc. A Amacro é o mais recente experimento, dinamizado na regionalização deste modelo, integralmente no Bioma Amazônia. A ideia principal desta pesquisa, transformada em texto e debate, portanto, é reunir os indícios que permitem visibilizar a intensidade desse processo de "desamazonização" da Amazônia, na forma como o capital vai investindo sobre os seus territórios.


















