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2º Aṅga Pújá: A retribuicão ética de energia

2º Aṅga Pújá: A retribuicão ética de energia in Vernon, BC

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Desde o princípio dos tempos, o homem primitivo, em sua relação próxima com o ambiente, desprotegido da impetuosidade dos predadores e estupefato com a fúria da natureza, sentiu o impulso de admirar e enxergar estas forças, que estavam além de sua compreensão, com respeito e desvelo. Sentimos ainda, alguns milênios depois, o pulsar em nossos corações e no fundo de nosso cérebro reptiliano, a reverência profunda, o pavor e a comunhão com o mundo natural representados nas pinturas rupestres por nossos ancestrais. Assim, com a sua consciência arcaica e mágica, passavam a amar e temer e, portanto, a se aproximar e agradar ou a se afastar e repelir. Pare e tente imaginar a felicidade transbordante e o profundo agradecimento, de nós como seres predados, ao nascer do sol, por estarmos vivos! As trevas se foram, não fomos comidos e os demônios que nos perseguiam fugiram com a chegada da luz! O sol traz a luz e a vida, e a noite, a escuridão e a morte. Nesse momento cria-se, em nossa consciência, a compreensão da dualidade do mundo, do dia e da noite, do homem e da mulher, do bem e do mal, dos deuses e dos demônios e, dessa forma, as buscas dos meios para atrair o bem (cuidar e agradar aos poderes que nos ajudam) e afastar o mal (utilizar todos os meios para obstar as forças danosas). Com o aumento da nossa complexidade intelectual e mental, a experiência arcaica do nosso subconsciente passou a ser expressada na forma de símbolos, ícones e mitos. Neles, os nossos anseios e medos mais íntimos, que passaram a ser entendidos na forma de arquétipos, expressam-se como poesia e trazem certezas além da lógica. Daí, a abundância de mitos e símbolos, que durante o ato de honrar (pújá) os visitantes, superiores e deuses, permitem o fluir dessas forças represadas e torna-nos parte do sagrado. Para o universo em um lapso de tempo, para nós humanos, a passos de formiga e sem vontade, com o mergulho mais fundo dos viajantes ao âmago de si mesmos, o ritualismo externo perde o seu sentido e passa a ser internalizado. A mente intelectual passa a compreender que o fogo do ritual não está fora, mas dentro, e que o verdadeiro sacrifício ao fogo é o esforço sobre si mesmo. O sol já não brilha mais sobre as suas cabeças, contudo fulgura em seus corações. Assim como a criança inocente leva uma flor ou um fruto ao professor no início da aula, nós, ao executarmos o pújá a cada aula, oferecemos a nossa personalidade aprimorada dia a dia, a fim de que a consciência pura que habita em tudo e no centro de nosso peito possa cantar as suas maravilhas, iluminando o mundo.
Desde o princípio dos tempos, o homem primitivo, em sua relação próxima com o ambiente, desprotegido da impetuosidade dos predadores e estupefato com a fúria da natureza, sentiu o impulso de admirar e enxergar estas forças, que estavam além de sua compreensão, com respeito e desvelo. Sentimos ainda, alguns milênios depois, o pulsar em nossos corações e no fundo de nosso cérebro reptiliano, a reverência profunda, o pavor e a comunhão com o mundo natural representados nas pinturas rupestres por nossos ancestrais. Assim, com a sua consciência arcaica e mágica, passavam a amar e temer e, portanto, a se aproximar e agradar ou a se afastar e repelir. Pare e tente imaginar a felicidade transbordante e o profundo agradecimento, de nós como seres predados, ao nascer do sol, por estarmos vivos! As trevas se foram, não fomos comidos e os demônios que nos perseguiam fugiram com a chegada da luz! O sol traz a luz e a vida, e a noite, a escuridão e a morte. Nesse momento cria-se, em nossa consciência, a compreensão da dualidade do mundo, do dia e da noite, do homem e da mulher, do bem e do mal, dos deuses e dos demônios e, dessa forma, as buscas dos meios para atrair o bem (cuidar e agradar aos poderes que nos ajudam) e afastar o mal (utilizar todos os meios para obstar as forças danosas). Com o aumento da nossa complexidade intelectual e mental, a experiência arcaica do nosso subconsciente passou a ser expressada na forma de símbolos, ícones e mitos. Neles, os nossos anseios e medos mais íntimos, que passaram a ser entendidos na forma de arquétipos, expressam-se como poesia e trazem certezas além da lógica. Daí, a abundância de mitos e símbolos, que durante o ato de honrar (pújá) os visitantes, superiores e deuses, permitem o fluir dessas forças represadas e torna-nos parte do sagrado. Para o universo em um lapso de tempo, para nós humanos, a passos de formiga e sem vontade, com o mergulho mais fundo dos viajantes ao âmago de si mesmos, o ritualismo externo perde o seu sentido e passa a ser internalizado. A mente intelectual passa a compreender que o fogo do ritual não está fora, mas dentro, e que o verdadeiro sacrifício ao fogo é o esforço sobre si mesmo. O sol já não brilha mais sobre as suas cabeças, contudo fulgura em seus corações. Assim como a criança inocente leva uma flor ou um fruto ao professor no início da aula, nós, ao executarmos o pújá a cada aula, oferecemos a nossa personalidade aprimorada dia a dia, a fim de que a consciência pura que habita em tudo e no centro de nosso peito possa cantar as suas maravilhas, iluminando o mundo.

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