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2º Aṅga Pújá: A retribuicão ética de energia
Coles
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2º Aṅga Pújá: A retribuicão ética de energia in Vernon, BC
By None
Current price: $74.76

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Size: Kobo eBook
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Desde o princípio dos tempos, o homem primitivo, em sua relação próxima com
o ambiente, desprotegido da impetuosidade dos predadores e estupefato com a
fúria da natureza, sentiu o impulso de admirar e enxergar estas forças, que estavam
além de sua compreensão, com respeito e desvelo.
Sentimos ainda, alguns milênios depois, o pulsar em nossos corações e no fundo
de nosso cérebro reptiliano, a reverência profunda, o pavor e a comunhão com o
mundo natural representados nas pinturas rupestres por nossos ancestrais.
Assim, com a sua consciência arcaica e mágica, passavam a amar e temer e, portanto,
a se aproximar e agradar ou a se afastar e repelir.
Pare e tente imaginar a felicidade transbordante e o profundo agradecimento,
de nós como seres predados, ao nascer do sol, por estarmos vivos! As trevas se
foram, não fomos comidos e os demônios que nos perseguiam fugiram com a
chegada da luz!
O sol traz a luz e a vida, e a noite, a escuridão e a morte.
Nesse momento cria-se, em nossa consciência, a compreensão da dualidade do
mundo, do dia e da noite, do homem e da mulher, do bem e do mal, dos deuses
e dos demônios e, dessa forma, as buscas dos meios para atrair o bem (cuidar e
agradar aos poderes que nos ajudam) e afastar o mal (utilizar todos os meios para
obstar as forças danosas).
Com o aumento da nossa complexidade intelectual e mental, a experiência arcaica
do nosso subconsciente passou a ser expressada na forma de símbolos, ícones e
mitos. Neles, os nossos anseios e medos mais íntimos, que passaram a ser entendidos
na forma de arquétipos, expressam-se como poesia e trazem certezas além
da lógica. Daí, a abundância de mitos e símbolos, que durante o ato de honrar
(pújá) os visitantes, superiores e deuses, permitem o fluir dessas forças represadas
e torna-nos parte do sagrado.
Para o universo em um lapso de tempo, para nós humanos, a passos de formiga e
sem vontade, com o mergulho mais fundo dos viajantes ao âmago de si mesmos,
o ritualismo externo perde o seu sentido e passa a ser internalizado. A mente intelectual
passa a compreender que o fogo do ritual não está fora, mas dentro, e
que o verdadeiro sacrifício ao fogo é o esforço sobre si mesmo. O sol já não brilha
mais sobre as suas cabeças, contudo fulgura em seus corações.
Assim como a criança inocente leva uma flor ou um fruto ao professor no início da
aula, nós, ao executarmos o pújá a cada aula, oferecemos a nossa personalidade
aprimorada dia a dia, a fim de que a consciência pura que habita em tudo e no
centro de nosso peito possa cantar as suas maravilhas, iluminando o mundo.
Desde o princípio dos tempos, o homem primitivo, em sua relação próxima com
o ambiente, desprotegido da impetuosidade dos predadores e estupefato com a
fúria da natureza, sentiu o impulso de admirar e enxergar estas forças, que estavam
além de sua compreensão, com respeito e desvelo.
Sentimos ainda, alguns milênios depois, o pulsar em nossos corações e no fundo
de nosso cérebro reptiliano, a reverência profunda, o pavor e a comunhão com o
mundo natural representados nas pinturas rupestres por nossos ancestrais.
Assim, com a sua consciência arcaica e mágica, passavam a amar e temer e, portanto,
a se aproximar e agradar ou a se afastar e repelir.
Pare e tente imaginar a felicidade transbordante e o profundo agradecimento,
de nós como seres predados, ao nascer do sol, por estarmos vivos! As trevas se
foram, não fomos comidos e os demônios que nos perseguiam fugiram com a
chegada da luz!
O sol traz a luz e a vida, e a noite, a escuridão e a morte.
Nesse momento cria-se, em nossa consciência, a compreensão da dualidade do
mundo, do dia e da noite, do homem e da mulher, do bem e do mal, dos deuses
e dos demônios e, dessa forma, as buscas dos meios para atrair o bem (cuidar e
agradar aos poderes que nos ajudam) e afastar o mal (utilizar todos os meios para
obstar as forças danosas).
Com o aumento da nossa complexidade intelectual e mental, a experiência arcaica
do nosso subconsciente passou a ser expressada na forma de símbolos, ícones e
mitos. Neles, os nossos anseios e medos mais íntimos, que passaram a ser entendidos
na forma de arquétipos, expressam-se como poesia e trazem certezas além
da lógica. Daí, a abundância de mitos e símbolos, que durante o ato de honrar
(pújá) os visitantes, superiores e deuses, permitem o fluir dessas forças represadas
e torna-nos parte do sagrado.
Para o universo em um lapso de tempo, para nós humanos, a passos de formiga e
sem vontade, com o mergulho mais fundo dos viajantes ao âmago de si mesmos,
o ritualismo externo perde o seu sentido e passa a ser internalizado. A mente intelectual
passa a compreender que o fogo do ritual não está fora, mas dentro, e
que o verdadeiro sacrifício ao fogo é o esforço sobre si mesmo. O sol já não brilha
mais sobre as suas cabeças, contudo fulgura em seus corações.
Assim como a criança inocente leva uma flor ou um fruto ao professor no início da
aula, nós, ao executarmos o pújá a cada aula, oferecemos a nossa personalidade
aprimorada dia a dia, a fim de que a consciência pura que habita em tudo e no
centro de nosso peito possa cantar as suas maravilhas, iluminando o mundo.


















